27 de julho de 2009

Noticias





Oficina G3 grava DVD no próximo dia 25 em São Paulo

Um dos DVDs mais esperados dos últimos tempos na música gospel é do Oficina G3. A banda que está de vocalista novo, Mauro Henrique, e lançou recentemente o CD Depois da Guerra, está ensaiando em ritmo frenético para a produção. A MK Music e a banda estão se dedicando para que o DVD fique à altura, e até mesmo supere as expectativas. O evento D.D.G. (Depois da Guerra) Experience será realizado em duas sessões (19h e 22h), na Usina Santa Bárbara, na cidade de Santa Bárbora d' Oeste, SP, no próximo dia 25.

O projeto está sendo desenvolvido desde fevereiro deste ano pela gravadora e a banda. As novidades são muitas, mas a forma de captação do vídeo será um diferencial, praticamente inédito em shows no Brasil: cinema digital. Quem conferiu o clipe 'Incondicional' já teve uma ideia do que está por vir. Sem contar as inovações na sonorização. Tudo está sendo preparado com muita dedicação, visando a inovação e a qualidade - características fortes da banda e da gravadora. Por isso, uma equipe literalmente cinematográfica está sendo reunida no Rio de Janeiro e em São Paulo. Como os ingressos são limitados, partiu da própria banda a disponibilidade de realizar dois shows no mesmo dia.

O local é mesmo que serviu de cenário para a capa do CD Depois da Guerra e para o clipe. As ruínas darão um toque bem diferenciado ao trabalho, que será algo inédito no mercado. Juninho Afram, Duca Tambasco, Mauro Henrique e Jean Carllos estão empolgados com a produção. "Quem for à gravação vai ter uma experiência, e o mesmo vai acontecer com quem assistir ao DVD daqui a alguns meses. Estamos em uma corrida contra o tempo, ensaiando muito, preparando muitas surpresas... Quem puder ir à Santa Bárbara d' Oeste, vá! E quem não puder, pode ter certeza que está sendo feito o melhor para engrandecer o nome do nosso Deus, porque Ele merece!", declarou Duca Tambasco.

SERVIÇO:
GRAVAÇÃO DO DVD DEPOIS DA GUERRA - OFICINA G3
Data: 25/07/09 (sábado)
Horário: 2 sessões 19h e 22h
Local: Usina Santa Bárbara
Endereço: Rodovia SP 306, 1401 - Santa Bárbara d' Oeste - SP (próximo Câmara Municipal de Santa Bárbara).
Idade mínima: 12 anos.
Abertura dos portões: 16h.
Por se tratar da gravação do DVD, não será permitido filmar e fotografar durante o show. Somente pessoal autorizado

23 de julho de 2009

Firmados em Deus ou firmados nas obras?


Lembro-me de um trecho das escrituras onde Paulo decide no coração não realizar a “obra” da pregação do evangelho. Na cidade de Trôade, o apóstolo declarou que estava angustiado pela falta do seu irmão na fé, Tito. Vamos ler o trecho onde este fato se encontra:

“Quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo e vi que o Senhor me havia aberto uma porta, ainda assim, não tive sossego em meu espírito, porque não encontrei ali meu irmão Tito. Por isso, despedi-me deles e fui para Macedônia.” (2 Coríntios 2:12,13)

Há quem interprete este texto das mais diversas formas, e há quem exponha os motivos pelos quais Paulo tenha feito desse jeito. Eu, todavia, enxergo essa atitude do apóstolo Paulo, como quem enxerga e entende todas as atitudes dele da seguinte maneira: as obras que ele realizava se iniciavam, primeiramente, dentro dele, isto porque era segundo a sua consciência firmada na fé naquele que o havia presenteado com tal consciência que realizava isso ou aquilo. Ele não atropelava a sua consciência e nem passava por cima dos seus sentimentos, ainda que ele visse que uma porta no Senhor havia sido aberta para realizar tais obras. Sabe por quê? Porque Deus não havia o ordenado, apenas tinha sugerido. Às vezes Deus ordena, e diz: “vai por ali”. E aí não tem jeito, tem quer ir, é o Senhor quem manda. Mas às vezes não, às vezes ele só indica um caminho, uma porta. Em outras passagens na bíblia, está dito que o mesmo Paulo foi IMPEDIDO pelo Espírito Santo de ir a determinados lugares onde desejava. O mesmo Espírito que nos refreia é o mesmo Espírito que nos dá liberdade para agir segundo a nossa própria consciência, desde que esta esteja firmada no Senhor. Deus não deseja de nós que façamos um serviço a ele sem entendimento e sem amor; não é uma obediência cega, mas mesmo quando Deus não nos permitir enxergar, Ele vai dizer: “Você ainda não pode conter a minha glória”.

Existe muita gente nas igrejas por aí a fora se envolvendo em muitas “obras”, mas sem se envolver com o Criador. Muita gente que ainda não entendeu nada do que significa viver o evangelho de Cristo, mas que andam de um lado para o outro com muitos afazeres em nome de Deus. O texto do apóstolo Paulo foi citado justamente para realçar a atitude de alguém que já entendeu que mais vale viver as verdades de Deus em nós, ou seja, deixar que primeiro a “obra” dele nos habite, do que fazer obras onde o nosso coração não se encontra. Deus é maior do que as obras que Ele realiza. As obras estão contidas em Deus, elas não contêm Deus; Deus é que contém as obras. Ele é o todo; as obras fazem parte desse todo. Quem se firma ou se prende em uma obra, esquece que Deus é livre, e não está preso nem mesmo pelas suas obras, podendo já estar, inclusive, em uma outra, e você nem vai saber, se permanecer firmado nelas.

Quando aceitamos a Cristo como Senhor, temos pressa em ser seus servos, e assim fazer todas as obras que nos compete fazer. Há tempo para todas as coisas debaixo do sol, já diria o Rei Salomão. Antes de pegar no pesado, por a mão no arado, é preciso deixar que a obra de Deus se solidifique dentro de nós. O próprio Jesus, enquanto estava entre os seus discípulos, apenas os fez aprender, ensinou como se faz. Um dia os discípulos de João perguntaram a Jesus qual o motivo dos discípulos dele não jejuarem, já que eles e os fariseus jejuavam constantemente. E então Jesus respondeu que enquanto o noivo (Jesus) está no meio dos convidados (os discípulos dele), não podem estes ficar em jejum, ou seja, sem desfrutar dos manjares que são servidos durante uma festa de casamento. “Porém, virão dias em que precisarão jejuar”, disse Jesus, “no dia em que o noivo não estiver mais no meio deles”. A bíblia diz que haverá festa no céu toda vez que um pecador se arrepender. Viva essa festa meu irmão! Não tenha pressa de acabar esse momento de celebração. Curta esse momento de gozo, antes nunca conhecido, que é o de viver Jesus. Nesse momento a obra de Deus é você! Só isso. Não se apresse, busque conhecer ao seu Senhor, antes de qualquer outra coisa. Conheça-o para que saiba exatamente como trata-lo. Sabe como é, é assim: se Ele gosta do suco com muito gelo ou com pouco gelo, se Ele prefere açúcar ou adoçante, se Ele prefere assistir o canal de esportes ou o “Discovery Channel”, esse tipo de coisa, que só conhecendo pra saber. Todos os que fazem assim, aprendem a louvar a Deus também pelas suas obras, e nunca louvarão as obras, como se elas tivessem existido sem Deus.

Houve um tempo na história do mundo em que Deus ficou silente. Aliás, houve vários momentos em que Deus permaneceu em silêncio. E nós sabemos, através do livro do Gênesis (Origem), que Deus fez todas as suas obras inicias apenas falando: “Haja luz”, e houve luz. Se Deus se calar, nada vai acontecer. Quando isso acontece, somente os que estão firmados no Deus soberano, que fala e se cala quando quer, poderão continuar a adorá-lo. É preciso saber que a maior obra de Deus se manifesta no coração de cada um dos que já foram tocados e quebrantados pelo amor de Jesus, que derramou o seu sangue na cruz do calvário. E é preciso lembrar que esse sacrifício aconteceu mesmo antes da fundação do mundo (1Pedro 1:19,20); a maior obra de Deus já foi feita, e feita mesmo antes de tudo que existe existir.

22 de junho de 2009

Encontro com Jesus, morte e restituição


Esse é o testemunho de Christiane Carvalho de Oliveira, nossa irmã, membro da IEQ Jardins. Nosso Mestre nos disse para sermos testemunhas do seu poder (Atos 1:8). Obedecendo-o, aqui está o relato de uma dessas testemunhas, que experimentaram do seu infinito amor e poder de transformação. Lembremos todos que o Evangelho é vivo (Hb 4:12) e comprovável, não uma "religião" morta. Nosso Jesus vive! Louvado seja o Seu nome!
"Aos leitores desse blog, quero primeiramente, pedir a Deus que possa falar com todos através desse testemunho.Tenho 29 anos, hoje posso dizer-lhes que creio e conheço esse Deus maravilhoso.Na verdade sempre cri nEle e muitos são os que crêem, mas eu nunca havia experimentado Jesus em minha vida.Hoje darei meu primeiro testemunho, mas logo estarei repleta e transmitirei muito mais testemunhos, pois Deus faz tudo por completo.
Vi o casamento dos meus pais chegar ao fim ainda na minha infância, e não consegui aceitar a separação deles, era muito apegada a meu pai, cresci sem a presença do mesmo, foi muito difícil para mim, sinto até hoje a sua ausência em minha vida.
Minha adolescência foi marcada por uma obesidade, onde sentia Rejeição - no meu relacionamento com as pessoas, culpa no meu relacionamento com Deus, inferioridade no meu relacionamento comigo mesma e medo em relação a terceiros, não me sentia amada por aqueles que mais queria, principalmente meu pai e minha mãe, meus irmãos, os familiares em geral, avós, tios, primos e outros parentes e daí para frente às outras pessoas; em consequência disso fui me isolando cada vez mais.
Aos meu 25 anos de idade, já com obesidade mórbida e pesando 140 kg, vivendo em depressão por causa disso, embora não contasse nada a ninguém, e tendo problemas de saúde devido ao excesso de peso. Até que finalmente realizei um sonho, fiz gastroplastia (cirurgia de redução de estômago), e apesar de que naquele momento, ainda não tivesse confessado Jesus como meu Senhor e Salvador, mesmo assim, confiei e me entreguei nas mãos dEle, e sabia que Ele estaria comigo em todos os momentos, e também naquela mesa de cirurgia." Então, criei coragem (porque nunca havia sofrido uma intervenção cirúrgica antes); tive alguns problemas, fiquei na UTI por 24 h, foram momentos muito angustiantes. Hoje me sinto bem, emagreci 80 kg. Agradeço a Deus e a minha família por ter me dado atenção e força a todo o momento.
Há pouco mais de seis meses, meu mundo havia caído, percebi que tinha perdido muitas coisas, das quais considerava muito importantes para mim, emprego, vontade de estudar, namorado, amor próprio, minha paz...Entrei realmente num deserto, tinha desistido de viver, estava sofrendo as consequências de um relacionamento totalmente errado, idolatrei uma pessoa, que é cheia de defeitos. ”Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce. ”(IS 5, 20). Sabia que precisava encontrar um caminho, na verdade já estava buscando silenciosamente e no meu canto, já tinha noção que JESUS era a solução.
Até que um dia, numa situação na qual não queria mais comer e nem ao menos beber água, depois de três dias não aguentei, desmaiei e tive um encontro com A PAZ. Para mim, naquele momento, o Espírito Santo testificou em meu coração e entendi que ali foi um encontro com Deus, e estava recebendo um chamado para aceitar JESUS CRISTO. Daquele momento em diante minha mãe, que já é cristã há 10 anos, com toda autoridade de Deus, me levou para igreja e eu não podia mais relutar, simplesmente fui, e continuei frequentando, depois de apenas 15 dias me converti. Continuei me entregando completamente a PAPAI, me alimentando das Palavras dEle. Batizei-me nas águas dia 29 de março desse ano, com toda certeza de ser Oferta Viva no Altar de meu SENHOR.
Tinha todos os sintomas, estava no caminho errado, não era nada, estava derrotada, mas o SENHOR me tirou de um cativeiro e mudou a minha história. Pensei que tivesse morrido, mas Ele está me mostrando quem é que pode e que não somos nada sem Ele. Aprendi que só Ele pode ser adorado!
Consigo enxergar que Deus tem um grande propósito em minha vida, precisava me entregar para que realmente pudesse ter mais intimidade com Ele. Deus tem trabalhado em minha vida de forma grandiosa, e somente com a fé Sobrenatural que tenho hoje é que consigo entender como as coisas vão acontecendo. Continuo em comunhão com meus irmãos, estou no grupo de Louvor da igreja; Deus nos honrará com a Tua presença em nosso ministério, abençoará e prosperará meu lar, eu oro para que possa se cumprir as promessas de Deus em nossas vidas.
Tudo que faço hoje é sob a orientação do Espírito Santo e tenho obtido respostas. Declaro meu testemunho para a HONRA E GLÓRIA DO SENHOR JESUS!
Christiane Carvalho de Oliveira"

11 de junho de 2009

UM HABACUQUE CONTEMPORÂNEO

Ainda que a despensa esteja vazia,
Nem haja suco na geladeira;

O salário seja pouco,
Ou nem emprego exista;

Os meus bens sejam roubados,
E nem haja forças para reavê-los,

Mesmo assim, farei festa ao meu Deus,
Dançarei com Jesus que me dá a salvação.

Ele é a minha necessidade,
Faz com que eu corra na frente,
E ande com a cabeça erguida.





Igor Rodrigues, em parceria com o irmão Habacuque.

22 de maio de 2009

Sobre o Pecado

Falar de pecado, falar do pecador, e de tudo que envolve essa palavra, é quase regra geral entre nós, o povo crente. A graça está aí, disponível a todos, mas parece haver um fascínio que atrai o “pecado” a nossa boca, mais do que a apaixonante Graça de Deus nos atrai. Penso que isso se dá pelo próprio desconhecimento da verdadeira graça, que é como a paz, excede todo o nosso entendimento. A graça vai além do nosso esforço por entendê-la, pois a graça não veio para dar entendimento, mas para trazer gosto a essa vida insossa pelo pecado. Paradoxalmente, o assunto de hoje é pecado. Não quero falar como quem procura encontrá-lo em outros, mas quero falar sobre o mau entendimento do mesmo em nossos dias. Falando assim, quem sabe não encontro graça no caminho.
Para nós cristãos, muita coisa é pecado, e quase nada sobra que não seja. É por isso que até hoje existem aqueles que buscam encontrar a Deus se isolando do “mundo”, pois estando no “mundo”, tudo é pecado; logo, tudo os afasta de Deus. Nem tudo é pecado, e muito dos pecados falados, só se encontram na mente dos crentes que assim o enxergam, perdendo a oportunidade de viver tais coisas como bênçãos de Deus. Antes de ir fundo no assunto, só um parêntese.
Essa generalização do pecado, e essa preocupação quanto ao pseudo-pecado cometido pelo “irmão”, é, sem dúvida, demoníaca. Há tantos trechos na palavra que alertam sobre esse tipo de crente que levanta o dedo, ou em seu interior julga ao seu irmão, que se faz até desnecessário apresentar aqui. Mas para que não fiquemos sem nenhum embasamento bíblico, trago a memória do leitor as palavras do apóstolo Paulo, quando diz: “Portanto, você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus” (Romanos 14:10). Que nós possamos deixar nossos irmãos em paz! Se há pecados sendo cometidos por eles, e estes pecados não atingem o corpo de Cristo por inteiro, mas apenas afeta ao próprio “infrator”, que ele possa ver em nós, modelos de Cristo que somos: as boas obras, o bom proceder, o falar manso e compassivo, o amor para com todos, e assim seja convencido pelo Espírito da Verdade que as suas ações não correspondem com aquilo que ele diz ser. É interessante lembrar que Jesus não falou sobre pecado com nenhum pecador, mas apenas a sua presença pura e santa, causava nos “pecadores” um constrangimento, de sorte que aquela mulher adultera, que é descrita nos evangelhos, se lança ao pés de Jesus em profunda prostração e reconhecimento de que ele era o Santo, e de que ela era a pecadora necessitada de redenção.
O pecado é um mal para o homem, e Deus só se incomoda com ele, porque se incomoda com a dor e com o mal que este causará ao homem. Por amar de tal forma é que Deus repudia o pecado e todo mal que ele acarretará. João diz que se alguém disser que não tem pecado, engana-se a si mesmo. Não há perfeição em nós. Buscamos a perfeição a cada dia, possivelmente poderemos até ter grandes progressos, mas só seremos perfeitos quando aquele que é perfeito vier. Enquanto isso não acontece, continuaremos errando o alvo algumas vezes.
Esse é o tempo da graça, onde Deus se derrama ao homem, sem que este tenha o menor merecimento. Deus faz assim porque ele é misericordioso, bondoso e amoroso. Não tem nada a ver com o que somos, mas com o que Deus é. Deus não está aqui entre nós para apontar o dedo acusador e se revoltar com as nossas atitudes. Com as nossas más atitudes ele apenas chora! Jesus não veio para acusar, mas para perdoar, libertar e salvar. Quando estamos envolvidos com o pecado, praticando o pecado como quem pratica um esporte olímpico (1 João 3:9); quando entramos no lamaçal do pecado, não é Deus quem se afasta, quem deixa de ouvir ou de atender as nossas orações, na verdade, nós é que não o buscamos mais como antes. Deus é Pai, e qual o pai que não acolhe o seu filho quando ele mais precisa? Se alguém, mesmo estando no pecado, encontra forças para com um coração sincero entrar na presença de Deus, eu não tenho dúvidas de que o meu Deus o levantará e o lavará com o sangue de Jesus.
Somos pecadores ou é possível que venhamos a pecar por termos recebido por herança na nossa carne os frutos do pecado de Adão. Porém, somos libertos e perdoados dos nossos pecados por conta dos frutos do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nele, recebemos a redenção e a herança como irmãos co-herdeiros. Essa redenção só é recebida quando aceitamos como verdade absoluta que Cristo é o filho de Deus que veio à Terra a fim de livrar o homem da sentença de morte que já estava proferida; e quando glorificamos ao Cristo ressurreto, que prevaleceu sobre a morte e se encontra à direita do Deus-Pai.
Quando Jesus habita em nós, há mudanças de atitudes. Se não houver mudanças, então Jesus ainda não foi aceito (1 Coríntios 5:17). O pecado praticado anteriormente nos causa repúdio, agora. Enquanto novas criaturas, vamos sendo aperfeiçoados dia após dia. Melhoramos como filhos, como pais, como irmãos, como netos, como sobrinhos, como primos, como amigos, como profissionais; enfim, como cidadãos desse mundo. Esse processo regenerativo, de retirar as más obras pelas boas obras, é contínuo e permanente, até o dia em que aquele que é perfeito vier e nos tornar perfeitos a semelhança dele. O nosso corpo ainda é corruptível, é passível de pecado; todavia, quando Jesus voltar para buscar a sua igreja, este corpo se revestirá de incorruptibilidade (1 Coríntios 15:53), e não se achará maldade no homem.
Nesse dia, o melhor dos mundos surgirá de uma vez para sempre. Esse dia ainda não chegou, nós crentes aguardamos com perseverança; porém, no dia que se chama hoje: o pecado ainda bate a porta, e algumas vezes abrimos a porta para que ele entre. E agora, o que fazer? O apóstolo João ensina: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (1 João 1:9). Basta confessar com sinceridade, rasgar o coração diante de Deus quantas vezes forem necessárias, e ele irá lançar os nossos pecados no mar do esquecimento. “Quanto dista o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões” (Salmo 103:12). É justamente nesse ponto que está a diferença entre os que são de Deus e os que não são. Reconhecer o pecado para obter reconciliação com Deus, essa é a diferença. O que não é aceitável para os que estão com Deus é viver deliberadamente pecando. Deliberar é decidir, resolver, optar pelo pecado com plena consciência do mal que este nos acarreta. Isto não é aceitável, e para estes a palavra diz, no livro de Hebreus 10:26, que: “já não resta sacrifício pelos pecados”, ou seja, estes não poderão ser remidos, pelo contrário, receberão um “severo castigo”, pois tripudiaram do Espírito da Graça.
Somos pecadores porque eventualmente pecamos, mas não vivemos no pecado e nem somos escravizados por ele. A graça de Deus já nos libertou e agora somos servos de um Senhor que não escraviza, mas que conhece o pecador e ainda assim o ama.
Uma última palavra: Não podemos “namorar” com o pecado, mas na nossa condição atual, “ficar” é inevitável. Setenta vezes sete, é a quantidade que devemos perdoar. Se é a quantidade de perdão, também pode ser a de arrependimento. Todas as vezes que “ficar”, se arrependa, e ame apenas ao único que é digno.